Com a ascensão do Império Babilónico os judeus são exilados, no século XIII e XII a.C., com o domínio Persa puderam retornar à sua terra prometida (Palestina), considerada um presente de Deus para o seu povo. Trazem desse episódio diversas mudanças e influências políticas, sociais, culturais, económicas e religiosas. Entre estas mudanças e influências, trouxeram uma que os marcou particularmente, marcando também a história da Humanidade e da Criação do Homem.
No Antigo Testamento está escrito que Deus criou o homem e a mulher, no entanto, com o regresso dos judeus do exílio, criou-se o mito que hoje é dado como a verdadeira história da Criação do Homem – a história de Adão e a Eva. Assim, fortemente influenciados pelos babilónicos, pelos seus costumes e crenças, os judeus reescreveram esta história, adoptando a visão machista do povo da Babilónia.
Os babilónicos acreditavam na superioridade do homem em relação à mulher, batendo-lhes, consignando-as aos trabalhos domésticos e nunca lhes reconhecendo quaisquer direitos. Assim, nasceu o mito de que a mulher provinha da costela do homem, dando-lhe uma imagem inferior em relação ao homem.
Ao contrário do que se acredita nos nossos dias (exposto no enquadramento do tema na história de Adão e Eva), a serpente e a maçã não tinham um carácter negativo e malicioso. Na Babilónia, a maçã era o símbolo da pureza e da riqueza, só se encontrando na mesa dos mais ricos e poderosos. A serpente era vista como um ser misterioso, visto que se escondia debaixo da terra. Acreditando este povo que Deus se encontrava debaixo da Terra, viam a serpente como um animal que se “encontrava” com Deus.
Deste modo, pode-se verificar que a história de Adão e Eva, não passa de uma metáfora, que nada tem a ver com a sua origem - a maçã, sinal de riqueza e pureza, é vista, hoje em dia, como sinal de pecado, enquanto a serpente é a aliciadora do Homem para que cometa o mesmo. A única coisa que se manteve ao longo dos tempos, foi a crença da inferioridade da mulher perante o homem. Esta situação, só agora começa a ser refutada e como grupo, Adão e Eva, pretendem, também, acabar com esta ideia de superioridade masculina, que está obsoleta e já não se adapta à sociedade vigente, devendo ser desmistificada.